Todo mundo reclama do estado caótico a que chegou o trânsito na cidade. Com razão! Dependendo da hora e do dia, descer do Bicame à praça é quase uma viagem a lugar nenhum. Verdade é que as avenidas, becos e ruas do país inteiro não comportam mais o número de carros que o milagre econômico brasileiro faz multiplicar a cada mês.
Diante disso, há quem prefira vir a pé. Mas a situação do pedestre em Nova Lima não é menos desconfortável. Como se não bastasse a largura mínima da maioria dos passeios, a precariedade de sua conservação é de tropeçar... Além disso, a gente concorre com postes, lixeiras (ou, pelo menos, com o que resta delas), sacos de lixo e pilhas de entulho, placas de propaganda, orelhões, mercadorias expostas da porta pra fora e bancas de camelôs.

Não é fácil! Qualquer tentativa de se botar um pé além do meio-fio é um risco de atropelamento. Sempre vem uma moto que ultrapassa ora pela esquerda, ora pela direita, ora por cima, ora por baixo... “Ora pro nobis, Senhora do Pilar!” Nem mesmo as faixas de pedestres são garantia de segurança. Poucos respeitam, resignados. Porém, para vergonha geral da coletividade, a grande massa sobre rodas não reconhece esse direito básico do cidadão. E acelera, enquanto é possível. Corrente que mata gente, quem tem medo sai da frente...
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Quim








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