Você lembra?

River Raid - Jogue On-Line

 

River Raid, lançado em 1982 pela Activision, tornou-se um grande clássico e um dos melhores jogos do Atari. Foi desenhado por uma mulher, Carol Shaw. Você irá guiar um caça, ou avião, como quiser, com objetivo de destruir tudo o que vier pela frente, sempre cuidando para não enconstar em nada, a não ser nos postos de gasolina que também podem ser explodidos.

Diferentemente de muitos jogos do Atari, que eram cheio de pixels grandes, aqui o jogo quase não se mostra pixelado, o que torna o jogo muito belo para os padrões do Atari. Você pode notar perfeitamente os helicópteros inimigos, os aviões que sobrevoam a tela rapidamente, os barcos, o rio que tem um belo tom de azul, é tudo muito bonito e agradável. As explosões são um show a parte, principalmente quando é uma ponte que é atingida.

Este é sem dúvida um jogo que nunca se cansa de jogar, um jogo que não é enjoativo, e tem uma estratégica fascinante, saber tomar as decisões rápidas é crucial, e isso torna o jogo um daqueles que sempre dão vontade de dar uma jogadinha, mesmo depois de décadas do lançamento.

A cada 10.000 pontos, ganha-se uma vida. Os pontos eram conseguidos da seguinte forma, em ordem crescente:

Navio: 30 pontos; Helicóptero: 60 pontos; Posto de Combustível: 80 pontos Ponte: 500 pontos; Caça de guerra: 100 pontos.

Ter a pontaria certeira é fundamental, e não adianta sair atirando sem parar, pois pode acertar os postos de gasolina, e se estiver com pouco combustível, a situação complica.

Veja este vídeo, clique aqui. Típica situação descrita no parágrafo anterior. rs

Para quem quer um pouco de nostalgia é só clicar aqui e jogar horas e horas de River Raid on-line.

 

 

Novela "Carrossel" completa 20 anos

Há duas décadas, mais precisamente entre 1989 e 1990, ia ao ar pela Televisa, no México, o primeiro capítulo da novela infantil “Carrossel”.

A trama acompanhava a rotina do Colégio Mundial, administrado pelo Sr. Morales (Manuel Guízar) e mostrava as crianças descobrindo os prós e os contras da vida, em meio a confusões e travessuras. Tudo controlado pela marcante interpretação de Gabriela Rivero, que deu vida a doce e dedicada professora Helena.

Além de Helena, a trama eternizou vários de seus personagens, que são lembrados até hoje pelo público que acompanhou a história nos anos 90, como o menino alvo de preconceitos, Cirilo (Pedro Javier Viveros), que sofria nas mãos de Maria Joaquina (Ludwika Paleta), uma menina mimada, esnobe e rica, a gulosa e romântica Laura (Hilda Chávez), Kokimoto (Yoshiki Taquiguchi), que sempre estava com sua faixa de caratê amarrada na cabeça e os inteligentes Marcelina (Georgina Garcia) e Daniel (Abraham Pons).

Além deles, tinha o gordinho de grande coração, Jaime Palilo (Jorge Granillo), Carmem (Flor Eduarda Gurrola), que sofria com a separação de seus pais, o agressivo Mario (Gabriel Castañon), o judeu David (Joseph Birch) e sua namoradinha míope Valéria (Christel Klitbo), além do bagunceiro Paulo (Mauricio Armando)

O sucesso de “Carrossel”, adaptada da trama argentina “Jacinta Pichimahuida, la maestra que no se olvida”, exibida nos anos 70, levou a Televisa a produzir 375 capítulos e, em pouco tempo, o sucesso desembarcou em outros países. Foi o caso do Brasil, que passou a ter a trama transmitida pelo SBT em 1991. Na época, a emissora, que passava por um momento difícil em sua programação, pagou a quantia de US$ 300 mil pelos direitos da novela.

 

Sucesso no Brasil

E não demorou muito tempo para “Carrossel” cair no gosto do público brasileiro e elevar os índices do SBT no horário. Exibida na faixa das oito da noite, a emissora de Silvio Santos viu sua audiência média no horário subir dos 6 pontos para 21 em apenas três semanas de exibição. Enquanto isso, a Globo sofria com a concorrência. O “Jornal Nacional” desabou dos 54 pontos para 41 com a estreia da trama mexicana.

Além do telejornal, a novela “O Dono do Mundo” também foi afetada pelo sucesso mexicano, o que levou a Globo a alongar o “Jornal Nacional” de 30 para 50 minutos, para evitar a concorrência direta de seu principal folhetim na época com “Carrossel”.

O sucesso foi arrebatador e rapidamente a trama da Televisa ocupava espaço na mídia brasileira, como na edição da Revista Veja, de junho de 1991, em que a trama estampou a capa da revista, com o título “A virada do Dramalhão Mexicano”.

A popularidade de Carrossel em terras brasileiras fez a protagonista Gabriela Rivero desembarcar em Brasília e posar em fotos ao lado do então presidente Fernando Collor de Mello, na rampa do Congresso Nacional. “Carrossel” também foi a primeira trama estrangeira a concorrer na categoria “Melhor Novela” no Troféu Imprensa. Ironicamente, o folhetim acabou sendo derrotado na premiação pela novela “O Dono do Mundo”.

O SBT e a Televisa lucraram com o sucesso de “Carrossel” e aproveitaram o momento para comercializar diversos produtos da trama no Brasil, como revistas, álbuns de figurinhas, brinquedos e discos, que tiveram suas vendas impulsionada pelo sucesso da canção “Carro-Céu”, e o clássico refrão “Embarque nesse carrossel, onde o mundo faz de conta, a Terra é quase o céu”.

Clique aqui e veja como os personagens estão hoje!

 

Outras Versões

Em 1992, a Televisa resolveu criar uma continuidade à trama, lançando “Carrossel das Américas”. A novela foi criada para celebrar os 500 anos de descobrimento da América e foi transmitida para toda a América Latina, via satélite. Porém, a nova versão não repetiu o sucesso da original. No Brasil, a novela foi veiculada pelo SBT em 1996 e devido à baixa audiência, acabou sendo encurtada.

Em 2003, mais uma vez “Carrossel” serviria de inspiração para uma nova trama. A Televisa lançou o remake “Vivan los Niños!”, que no Brasil, ficou conhecida como “Viva às crianças! Carrossel 2”, que foi veiculada pelo SBT.

 

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Fonte: NaTelinha

 

Querida, cheguei!

Eu me lembro muito bem: Minha mãe me chamava e dizia que o almoço tava pronto. Eu corria na cozinha, buscava meu prato e copo de suco e voltava pra frente da TV. Tudo sem piscar, pra não perder nada da Família Dinossauro.

Aquilo tudo me intrigava! Como podia uma família de répteis gigantes às vezes se parecer com a minha? Ou com a de vizinhos, amigos... Em pleno início da década de 90 (eu tinha uns 9 anos), nos tempos dos cabelos corte-poodle e do Fernando Collor, esse seriado americano impressionava pela criatividade e pela tecnologia. Os caras botavam pra quebrar nas expressões faciais dos personagens que eram controladas muitas vezes por controle remoto (vale lembrar que o Super Nintendo nem tinha chegado aqui no Brasil ainda o Hans Donner ganhava uma nota fazendo aquelas tosqueiras pra Globo!) Aquilo era o máximo! E minha mãe também adorava!



Personagens

Dino era o patriarca bonachão e ganhava grana derrubando árvores. Seu chefe, eu nem gosto de lembrar: O Richfield era grande e muito mal encarado! A Fran era esposa do Dino e típica dona de casa. Muito simpática e boa mãe, passava alguns apertos com o filho adolescente Bob. Me lembro até uma vez que encontraram brócolis nas coisas do Bob e aquilo foi um escândalo! E representou muito bem o problema das drogas da nossa sociedade. A Charlene era irmã do Bob. Uma típica adolescente cheia de complexos e confusões mentais, me irritava às vezes com a preocupação que tinha com o tamanho de sua cauda. Vovó Zilda era comédia demais! Sogra do Dino, era arremessada anualmente no campeonato de arremesso de sogras... huahuahua
O Baby, filho mais novo, tinha umas overdoses de açúcar e uma voz bem irritante. Pra falar a verdade, eu gostava mais dos bichos que moravam na geladeira e entregavam as coisas pras pessoas e dos pratos vivos, que algumas vezes imploravam pra não serem comidos!

Putzzzzzz... saudades da família "Silva Sauro".

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Diego Henrique (Lanas)

Eu preferia o chupão. Sério!

 

NUNCA FUI fã do frio, eu gosto mesmo é do calor. Mas sempre que chega o frio dá uma vontade danada de soltar flecha, isso mesmo flecha. Aqui em Nova Lima flecha é sinônimo de Pipa ou Papagaio.

Existe também o tal do chupão que é uma flecha sem rabiola.

Era esse modelo de flecha que eu gostava. Pra mim não tinha melhor, pois o chupão evitava toda aquela embolação com a rabiola. Que no meu caso sempre enroscava na grama, no poste, no fio do poste, no cachorro, no gato, na antena, no carro, na própria linha, na linha das outras flechas e em muito outros locais.

Uma vez participei de um campeonato de flechas que acontecia na Barra do Céu. Percebi que nos anos anteriores o pódio era sempre composto de grandes ou enormes flechas.

Daí decidi com meu pai em fazer o maior chupão já visto em Nova Lima.

Dito e feito. Pegamos um plástico que veio junto com o tanquinho de lavar roupa que meu pai acabara de comprar. Cortamos taquaras enormes e montamos um chupão gigante.

Levamos ele enrolado no carro e só lá na Barra do Céu foi possível montá-lo.

Para sustentar aquele chupão não podia ser linha 10, então usamos barbante do grosso.

Foi um sufoco para fazer aquilo voar, pois ele rodava como um louco. Estava até perigoso alguém tomar uma chupada, digo chupãozada no pescoço.

Mas para o chupão se equilibrar era necessário compensar com peso o lado contrario para onde ele rodava.

Começamos colocando uma sacola, depois mais sacolas, sacolas com grama, pedaço de pau, pedaço de tijolo e enfim uma lata de metal cheia de areia.

Eu fiquei estourando de alegria, finalmente o chupão gigante havia empinado. Estava lá no céu aquela coisa horrível cheia de acessórios penduradas para ele não mais rodar.

O batizamos de Rainha da Sucata. Até o apresentador do campeonato falou ao microfone: “Olhem lá gente a Rainha da Sucata finalmente subiu”.

Subiu mesmo e de forma estável, voava como uma flecha e era feio como um verdadeiro cubu.

AO CUBU.

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Por: Raphael Zanforlin Pessoa Dias

Publicitário, Fotógrafo e Videomaker

 

 

Eu só tomei Prelí!

 

Estadual.

FINALMENTE ENTREI para a 5ª série, escola nova, horário novo, tudo novo. Minha sala era a 5ª prata. Havia muitos amigos do bairro e da Escola Emília de Lima onde eu estudava. Tinha também 2 primos na sala o Paulo e o Diogo.­­

O que eu mais estranhei foi a quantidade de professores, um para cada matéria e mais estranho ainda era que não podíamos chamá-los de Tia ou Tio no caso dos professores. No Emília era uma professora, digo Tia por classe o ano inteiro.

No Estadual tinha o tal do Prelí. Prelí era o aluno novato, o calouro. Então nós novatos teoricamente devíamos pagar prendas para não levar “porrada” dos outros alunos “veteranos”.

Tinha prenda de tudo e qualquer sacanagem: Contar tijolos nos muros do corredor, medir o corredor com um palito de fósforos, afogamento no bebedouro, tapas na cabeça e o tão temido Par ou Impar. Esse você tinha que jogar com o espelho. O espelho era Par e você era Impar. O Problema era que o Prelí tinha que ganhar para não levar prenda.

Mas a única coisa que ele ganhava eram tapas na nuca.

Um “belo” dia para minha sorte, o meu irmão e outros amigos do bairro já veteranos no Estadual invadiram a 5º prata no recreio e literalmente me arrancaram da cadeira. Fui levado para o muro dos tijolos e ali fiquei por um bom tempo contanto tijolos e recebendo “tapinhas” na nuca.

Ainda bem que o recreio eram só 15 minutos.

O que mais queríamos era que o ano letivo acabasse pois no próximo ano nós não seríamos mais Prelis. Sendo assim poderíamos descontar nos novatos.

Finalmente 6ª série. 1ª dia de aula, entrei na escola e vi todos aqueles Prelis no pátio. Fiquei planejando com uns amigos o que faríamos no recreio.

Logo que deu o sinal do recreio fui para o pátio procurar uma vítima.

Avistei um Prelí e fui em direção. Estendi a minha mão e pedi a benção.

-Benção Prelí.

Ele não me abençoou.

Daí dei-lhe um tapa na nuca. Em seguida tomei uma bela de uma estojada na cabeça.

Ainda bem que não era um estojo daqueles de metal. Na verdade até lembro da marca do estojo, foi um Pakalolo. Sua cor: verde limão.

No Estadual o Prelí era proibido.

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Por: Raphael Zanforlin Pessoa Dias

Publicitário, Fotógrafo e Videomaker

 

 

 

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