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Eu me lembro muito bem: Minha mãe me chamava e dizia que o almoço tava pronto. Eu corria na cozinha, buscava meu prato e copo de suco e voltava pra frente da TV. Tudo sem piscar, pra não perder nada da Família Dinossauro.
Aquilo tudo me intrigava! Como podia uma família de répteis gigantes às vezes se parecer com a minha? Ou com a de vizinhos, amigos... Em pleno início da década de 90 (eu tinha uns 9 anos), nos tempos dos cabelos corte-poodle e do Fernando Collor, esse seriado americano impressionava pela criatividade e pela tecnologia. Os caras botavam pra quebrar nas expressões faciais dos personagens que eram controladas muitas vezes por controle remoto (vale lembrar que o Super Nintendo nem tinha chegado aqui no Brasil ainda o Hans Donner ganhava uma nota fazendo aquelas tosqueiras pra Globo!) Aquilo era o máximo! E minha mãe também adorava!
Dino era o patriarca bonachão e ganhava grana derrubando árvores. Seu chefe, eu nem gosto de lembrar: O Richfield era grande e muito mal encarado! A Fran era esposa do Dino e típica dona de casa. Muito simpática e boa mãe, passava alguns apertos com o filho adolescente Bob. Me lembro até uma vez que encontraram brócolis nas coisas do Bob e aquilo foi um escândalo! E representou muito bem o problema das drogas da nossa sociedade. A Charlene era irmã do Bob. Uma típica adolescente cheia de complexos e confusões mentais, me irritava às vezes com a preocupação que tinha com o tamanho de sua cauda. Vovó Zilda era comédia demais! Sogra do Dino, era arremessada anualmente no campeonato de arremesso de sogras... huahuahua
O Baby, filho mais novo, tinha umas overdoses de açúcar e uma voz bem irritante. Pra falar a verdade, eu gostava mais dos bichos que moravam na geladeira e entregavam as coisas pras pessoas e dos pratos vivos, que algumas vezes imploravam pra não serem comidos!
Putzzzzzz... saudades da família "Silva Sauro".





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Diego Henrique (Lanas)