Depois de um balão provocar o incêndio que atingiu o Morro dos Cabritos, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, uma importante mudança na paisagem da cidade se mostrou necessária.
A ABEG, Associação dos Baloeiros do Estado da Guanabara, entrou com uma representação junto à prefeitura solicitando que as autoridades retirem alguns morros da cidade, alegando que isso prejudica a prática de seus associados.
“Não é a primeira vez que pedimos isso para a prefeitura. Quando criamos incêndios em outras oportunidades, entramos com a mesma representação. Realmente, não entendemos porque a cidade precisa ter tantos morros em pleno século 21″, declarou José Tavares dos Santos, vice-presidente da ABEG.
“Nossa proposta defende a preservação dos principais deles, incluindo a Urca e a Pedra da Gávea. No entanto, tem um monte deles que são inúteis, apenas atrapalham nossa atividade e os cidadãos nem lembram que existem, como os Morros da Saúde, da Previdência e o Corcovado”, concluiu Santos
A proposta está dividindo a opinião da população. Para Paulo Torres, comerciante que vive e trabalha no Méier, a medida é ruim porque deixará a cidade mais triste, menos iluminada. “Você viu que linda que a cidade ficou no sábado a noite? Aquela chama imensa amarelada toda, aquela fumaça negra charmosa, com a luz reluzindo na lagoa. Estava mais bacana até do que Copacabana em noite de Réveillon. Se tirarmos os morros, onde o fogo vai pegar?”, questionou.
Por outro lado, uma parcela dos cidadãos gostaria que a novidade fosse implantada. “Com menos morros, além da menor probabilidade de incêndio, teremos também uma bela limpeza nas favelas, nos livrando de traficantes e bandidos que moram lá. Apenas a parte bonita, limpinha da cidade, deve aparecer”, afirmou Ana Clara Chateaubriand de Bragança, moradora de um tríplex na orla da Barra da Tijuca.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura do Rio, a representação será votada ainda nesta semana.
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Fonte: Diário de Barrelas.
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